Domingo, Dezembro 06, 2009

Johnny Cash & Bob Dylan - "Land Of The Free / Home Of The Brave" [ ultra rare cd ] plus bonus

"Land Of The Free / Home Of The Brave"[ ultra rare cd ]
folk / country
Wakpala
1969



eles já haviam se encontrado num talk show apresentado por cash e feito um memorável dueto para canção "girl from the north country", entre várias pausas para fumar e trocar elogios. em 1969, johnny cash e bob dylan entram nos estúdios da columbia (nashville) para gravar 19 tracks. este não é apenas um registro ao vivo, é história.


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Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Morten Harket - Letter From Egypt

Letter From Egypt
pop
polydor
2008



uma longa viagem por caminhos a serem desbravados dispençam possíveis assombrações que queiram arrastar correntes sobre este trabalho individual de morten harket (voz do a-ha), o quarto disco de sua carreira solo. endereçada a quem encontrar, letter from egypt são conselhos em uma carta escrita, até certo ponto, de forma rabugenta ("você é um tolo por usar a força para passar por portas abertas"), mas que tem um forte apelo emocional. harket é profundo em suas letras, fala de simplicidade e perda com boa dosagem de tristeza e esperança, como quem diz: se tudo vai mal, olhe pra mim, eu estou aqui! a voz muito bem afinada, entona melodias envolventes como se ouve em "darkspace", "we'll never speak again" ou "should the rain fall". letter from egypt são mostras definitivas de um morten reflexivo, melancolico, bem diferente do pop cativante do a-ha num disco agridoce e sobretudo, imperdível. é um disco que tenho ouvido muito nesses últimos dias.

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1.Darkspace 2.Send Me an Angel 3.Well Never Speak Again 4.There Are Many Ways To Die 5.With You With Me 6.Letter from Egypt 7.A Name is a Name 8.Movies 9.Shooting Star 10.Anyone 11.Should the Rain Fall 12.The One You Are

St. Vincent - "Actor"

"Actor"
alternative rock
4AD
2009



Antes de tudo, o que primeiro se ouve em “Actor“, o novo disco de St. Vincent, é uma espécie de coral, um amontoado de vozes em harmonia, que dura menos de dez segundos. O significado desses poucos segundos de coral que abrem o disco parece claro à primeira audição: o ouvinte está prestes a adentrar um outro espaço. Este espaço, sabemos já à metade do disco, é formado em sua essência pela originalidade da música de Annie Clark, o verdadeiro nome da garota de 26 anos conhecida como St. Vincent. Não por acaso, todas as vozes superpostas daquele coral são de Annie apenas.

“Actor”, já disse St. Vincent em diversas entrevistas, é um disco que foi composto com base em um tema específico: seus filmes prediletos. Que fique claro: o disco não é sobre filmes, não fala de filmes, de modo exato ou direto. Simplesmente, o disco foi composto por Clark tendo esse universo como principal fonte de inspiração. Por isso, tem o nome que tem. Levando em conta essa unidade frágil de tema e a forte unidade de timbre que perpassa todo o disco, podemos considerar “Actor” um dos poucos álbuns lançados este ano que realmente funcionam como disco, em seu sentido clássico: o long-play, do qual, por exemplo, o Radiohead já se mostrou disposto a distanciar-se.

Tomando como (óbvia) metáfora o ofício do ator, o que faz de “Actor” um trabalho original é a junção que faz de fantasia e realidade. À fantasia de “Actor” podemos associar um recurso muito frequente ao longo de todo o disco: quando a voz de Clark se faz mais leve e mais frágil e é acompanhada melodicamente por cordas e instrumentos de sopro – o que é muito claro em “The Neighbors”. Além desse, há o óbvio recurso da voz em reverb, utilizado, por exemplo, no coral que abre “The Strangers”, do qual falei no primeiro parágrafo.

Ao longo do álbum, St. Vincent muitas vezes desloca este espaço de fantasia de alguns momentos para um lugar mais próximo à realidade. E o recurso que Clark utiliza para isso é o que dá mais originalidade e identidade a “Actor”: a distorção estourada do contrabaixo e dos metais que toma de impulso a música, modificando-a por completo. Clark se utiliza dessa “quebra para a realidade” tanto gradativamente (em músicas como “Black Rainbow” e “Actor Out of Work”) como também de modo mais repentino (em “Marrow” e “The Neighbors”).

“Actor” cresce bastante quando ouvido como um disco uno. Todas as músicas são, por si só, muito boas; mas a experiência de escutá-las todas juntas, sem interrupção, vale mais e é o que faz de “Actor” um dos melhores discos lançados em 2009. No entanto, “Actor” é, de um modo muito singelo, apenas um ótimo disco para se voltar de tempos em tempos. Não é um disco que se pretende revolucionário ou a algo de grandioso. Não à toa, Annie Clark diz, já no primeiro verso da primeira música, bem sincera: “Lover, I don’t play to win“. Mas ganha. por Vinhal

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Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Pink Floyd - Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980/81

There Anybody Out There? The Wall Live 1980/81
Symphonic Rock
sony
2000



"acabou? richard wright morreu. o fato de não haver um fim oficial por parte de gilmour, mesmo após a morte do tecladista, mantem a chama acesa e quem sabe vir a ouvir um real the final cut, um último ato, porque pink floyd faz mais do que música, faz sinfonia. the wall, atom heart mother, the dark side of the moon, wish you were here ou animals não são álbuns clássicos, são obras antologicas, cuja missão é uma só: renovar gerações! ouvir the wall live é voltar trinta anos no tempo, um sonho mágico que aperta o coração pela vontade de ter estado lá. a imaginação não conforta. acabou? não! pink floyd é uma griff enigualavel, um estilo."
(Julia valentine , "eu comprei esse disco em 2001")


Sim Roger, estou aqui!! A Brazilian is growing a tree e isso não é um milagre, posso te assegurar! Milagre foi, depois de 20 anos de espera, ter em minhas mãos a edição oficial desse documento sonoro que foi, sem dúvida alguma, o maior espetáculo do Rock-Teatro de todos os tempos: The Wall Live!

Is There Anybody Out There? retrata soberanamente, e com uma qualidade sonora digna das mais modernas técnicas de gravação ao vivo, uma compilação das melhores músicas apresentadas nos shows de Earls Court, entre os períodos de 4 a 9 de agosto de 1980 e 13 a 17 de junho de 1981.

Para começar a minha resenha, apresento duas pequenas reclamações concernentes a este lançamento oficial. A primeira é pelo fato de terem cortado, ao menos pela metade, a participação do mestre de cerimônias, aquele sujeitinho que anuncia a chegada da banda. Sua participação insólita traz um clima cômico no início do espetáculo, quebrado abruptamente pela velocidade e intensidade da In The Flesh. Na minha opinião, o show já tinha começado com o mestre de cerimônias... A partir da In The Flesh, em sua importante entrada, marca-se a seriedade que será apresentado o tema central do espetáculo (o show propriamente dito foi uma das obras mais maravilhosas do Rock’n’Roll). Minha segunda, e quem sabe, insignificante reclamação foi não poder ter a chance de sentir a emoção do pós-show. Eles poderiam ter deixado registrado oficialmente alguns minutos da ovação dos espectadores após o término do espetáculo! Isso nos daria a impressão de estar lá, (re)vivendo aquele momento sublime, de ter passado ileso por todo aquele mar de som... Mas é claro que esses dois pontos não retiram, nem obnubilam, o brilhantismo do espetáculo!

No começo os músicos de suporte aos “Floyds” (Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Rick Wright) entram mascarados, o que certamente confunde os espectadores. Essas máscaras estão retratadas na capa do CD e cassete. Quando aparecem os verdadeiros “Floyds” em frente à cena, a partir da segunda música, o show “vem abaixo”, de tanta emoção. The Wall foi uma visão de Roger Waters. Um documento autobiográfico. Roger trouxe à consciência esse desejo, logo depois do espetáculo final da turnê Animals, de 1977, no Estádio Olímpico de Montreal, no dia 6 de julho. Nesse dia, os fogos de artifício tomaram conta do estádio, e uma bomba estourou bem em frente ao palco, quando Roger cantava a balada Pigs On The Wing. O susto do cantor associado ao temor do fato e a indignação de que o público não estaria interessado em suas letras fez que com que Roger parasse o show e, num rompante de raiva, cuspisse num dos fans que gritava incessantemente! Este fato surreallista fez com que Roger se desse conta que ambientes intimistas seriam mais adequados para apresentações de shows de Rock.

David Gilmour, em entrevista concedida à Radio WZLX de Boston, afirma que Roger sempre se preocupou em saber se os espectadores estavam conseguindo escutar suas letras, carro chefe de suas obras. Nick Mason não apenas confirma essa afirmação, mas indica que essa preocupação era mais de Roger mesmo, pois a preocupação dos outros integrantes da banda era com a parte musical em primeira instância, e teatral, subsequentemente. Mas como mentor intelectual dos álbuns conceituais da banda e possuidor de uma personalidade forte, Roger acabava por impor as suas vontades… Entretanto, representar The Wall foi o estopim de um processo interno que o incomodava muito. Na verdade, pode-se dizer que a partir dessa turnê Roger se conscientizou, definitivamente, de que ele nunca mais gostaria de se apresentar em grandes estádios. Segundo ele próprio, “isso é uma contradição! A cada vez que se quer aproximar-se do público [em um movimento de direção mais intimista], os grandes estádios nos colocam em palcos cada vez mais afastados do público, estimulando apenas uma idolatria e não uma conscientização e uma apreciação crítica do espetáculo”. Rick Wright, que enfrentava problemas pessoais muito sérios, tinha uma influência muito limitada na banda. Esses problemas ocasionaram sua saída, oportunamente.


Foram situações como essa que acabo de descrever que, de certa forma, contaram para o impedimento do lançamento desse material, anteriormente. Devemos, contudo, agradecer a Harry, filho de Roger, por tê-lo convencido a concordar com esse lançamento, alegando que existe um mercado importante de pessoas interessadas em performances ao vivo (Harry coleciona os shows da banda Phish). Thanks Harry, you was great!!!

Bem, depois de apresentar essa série de informações e opiniões pessoais, cabe comentar o lançamento propriamente dito, não acham? Eheheh

O CD foi lançado em duas versões: uma edição limitada e uma edição regular. A edição limitada é um long box onde se destaca um livro de capa dura que apresenta fotos inéditas, informações gerais e ainda entrevistas. Na edição regular encontra-se dois livretos como se fosse uma síntese das informações contidas na primeira. Os discos são os mesmos, embora a definição da imagem no disco feito na Inglaterra seja de melhor qualidade do que a impressão americana.

Honestamente, eu aconselho a compra da edição limitada apenas para fans mais dedicados. Fans ocasionais deveriam, ao menos essa é a minha opinião, optar pela edição regular*, ela é mais econômica e traz um resumo das melhores imagens e informações. A versão em cassete, embora bem interessante, eu desaconselho pois o cuidadoso trabalho de remasterização é melhor sentido na versão em CD. Mas é claro que para as coleções especializadas, esta é uma peça que não pode faltar.

Concluindo, conhecedores ou não, fans ou não, colecionadores ou não, o The Wall Live veio para ocupar um espaço importantíssimo na história oficial do Rock, na história dos espetáculos ao vivo! O Rock-Teatro “The Wall Live” não é apenas um espetáculo ao vivo, é uma perfeita sincronia entre música (rock) e representação teatral, onde a falta de um interfere na presença do outro! Portanto, esperemos agora o próximo passo: o lançamento da versão The Wall Live em vídeo, para que possamos nos deliciar plenamente.

Roger, eu daria tudo para assistir em vídeo o teu sapateado em frente a mais de 70 mil pessoas, em Dortmund (Alemanha), apenas para ocupar os cinco minutos que faltaram para finalizar a construção do Muro... Tuas atitudes criativas são mesmo um show à parte! Por MB

Shine On,

Disc 1: 1. Master of Ceremonies 2. In the Flesh? 3. The Thin Ice 4. Another Brick in the Wall, Pt. 1 5. The Happiest Days of Our Lives 6. Another Brick in the Wall, Pt. 2 7. Mother 8. Goodbye Blue Sky 9. Empty Spaces 10. What Shall We Do Now? 11. Young Lust 12. One of My Turns 13. Don't Leave Me Now 14. Another Brick in the Wall, Pt. 3 15. The Last Few Bricks 16. Goodbye Cruel World Disc 2: 1. Hey You 2. Is There Anybody Out There? 3. Nobody Home 4. Vera 5. Bring the Boys Back Home 6. Comfortably Numb 7. The Show Must Go On 8. Master of Ceremonies 9. In the Flesh 10. Run Like Hell 11. Waiting for the Worms 12. Stop 13. The Trial 14. Outside the Wall

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Domingo, Novembro 22, 2009

M. Ward - Hold Time

Hold Time
Merge
folk
2009



Depois de uma muito bem sucedida aventura com a actriz/cantora Zooey Deschanel na dupla She & Him, M. Ward regressa aos discos de originais com um desafio principal: de provar a consistência de um disco como Post-War e de pelo menos estar à altura das expectativas. Mais vale dizê-lo já: o objectivo foi alcançado, porque Hold Time é muito provavelmente o melhor disco que este norte-americano lançou até aos dias de hoje. De forma despretensiosa e simples (parece quase fácil nas suas mãos), M. Ward conseguiu um conjunto de canções onde tudo faz para que se possa reflectir a lustrosa paisagem musical americana.

As canções estão diferentes, no entanto. Há mais luz neste disco, há mais esperança nas entrelinhas ainda que M. Ward se possa estar a debater com temas perecíveis e circunspectos. O melhor exemplo disso, para além da inicial “For Begginers”, só pode ser “Rave On”, com a participação da encantadora Zooey Deschanel: uma canção intemporal, de sol a bater na cara, com a dose certa de saudosismo para não fazer transbordar o copo. Estão aqui todas as boas razões para perseguir o trabalho de M. Ward nos próximos tempos: os arranjos, o texto, a profundidade, a largura musical, a América em suspenso.

Hold Time segue uma toada serena e paisagista mas admite interferências declaradamente rock: “Never Had Nobody Like You”, também com Zooey Deschanel, resvala para guitarras proeminentes e pianos cabaréticos, algum feedback e muita atitude. Mas o disco pertence à sua qualidade acústica, à delicadeza das guitarras não eléctricas e à candura ou pelo menos a algo intermédio: “Jailbird” é enternecedora na sua fragilidade, “Fisher Of Men” perde-se de amores entre violinos e sofre um contágio melodioso admirável. Mas mais do que valer por uma ou duas canções separadamente, Hold Time vale pelo seu conjunto, pela sua coesão. É, sem sombra para dúvidas, um dos melhores discos de canções que 2009 verá até ao final dos seus dias. Por André Gomes

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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Dirty Projectors - Bitte Orca

Bitte Orca
experimental rock
domino
2009



Pra quem curtiu o disco que o Animal Collective lançou no início do ano, Bitte Orca é de execução obrigatória. Em seu novo álbum, o Dirty Projectors reavalia o conceito de experimentalismo e transforma o indie rock que fazia em um som mais eletrônico, mas sem perder suas raízes. O clímax das gravações se dá com as novas vozes que apareceram na banda de Dave Longstreth, as de Amber Coffman e Angel Deradoorian, nomes por trás dos duetos femininos mais impecáveis que você ouvirá em 2009. Por Alex Correa.

1 Cannibal Resource 2 Temecula Sunrise 3 The Bride 4 Stillness Is The Move 5 Two Doves 6 Useful Chamber 7 No Intention 8 Remade Horizon 9 Fluorescent Half-Dome

link via rapidshare

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Trend's new songs on myspace!

Estou aqui para postar algo sobre aquelas bandas que o Young costuma classificar como..."nem parece banda brasileira"!

Made in Rio Grande, a Trend foi formada em 2008 pelos irmãos Rafael e Felipe Rechia plus Thiago Iankoski e Eduardo Custódio, cujo propósito era compor um som legal, que saíam de seus improvisos durante os ensaios, tais improvisos renderam diversas músicas (diversas mesmo, acreditem!) porém esse ano, a banda resolveu escolher algumas para aperfeiçoar e lançar seus EP's.

No início de 2009 foi lançado o primeiro EP contendo 3 faixas: Tribal, Frost e Jesus of Mercedes e agora os meninos estão de volta disponibilizando mais três faixas que fazem parte do segundo EP. Porém, as músicas serão lançadas uma a uma... o que é isso, jogada de marketing? Doesn't matter!

Acesse o Myspace da Trend ouça a novíssima Offman e aguarde as próximas novidades, coming soon! Just press play and enjoy it!

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Gru - Kitchen door (2009)

Pop a foo, tchê! Mas pop bom, tipo Buffalo Tom e pato Fu, nada de pop tosco/descartável.

A Gabi Lima é uma guria de Pelotas que anda de skate, tira umas fotos tri e faz música. Muita música.
Já faz um tempo que conheci o trabalho dela, através de uma cover de Jesus, etc, do Wilco (viram como a guria tem bom gosto?), e depois passei a sempre acompanhar o que ela lançava (como Gabi, na banda Sunny Grey, com o Solano e a Emília, e agora como Gru). E sempre foi material de bom gosto.

Uma vez até tocamos junto, em Pelotas (acho que foi em 2007). Rolou uns Wilco male-male, porque eu nem lembrava mais como se tocava baixo.

Enfim, baixem, pq eu garanto que vale o download.



Lançado em outubro de 2009 pela arroz doce records (é de Pelotas, terra do doce!)

download disco + capa .zip

ou
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01 Saturday morning hope
02 The same as being
03 Pick up the pieces
04 California (I'm outta here, bitch)
05 Losing you
06 All this time
07 Drugs
08 Maybe today















E ela gosta de Hanson (eu não podia não falar isso).